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LER - Lesão por esforços repetitivos: Guia para profissionais da Saúde


O Guia

O que é?

A produção deste Guia foi apoiada pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Piracicaba. O intuito é oferecer as bases para discussão interna ao Sistema Único de Saúde e futura elaboração de protocolos baseados nos níveis de complexidade que estruturam o sistema.

Será adotado o termo Lesões por Esforços Repetitivos, reconhecendo tratar-se de um termo guarda-chuva que abriga várias doenças classicamente descritas na literatura médica.

Diante da complexidade do tema, ao longo do texto serão oferecidos ao leitor interessado os links de acesso aos documentos institucionais, a cada vez que for possível enriquecer o conteúdo exposto. Ao final, outros sitios interessantes e a bibliografia citada são apresentados.

A citação dos documentos atuais publicados pelas agências busca orientar o estudo e aprofundamento dos aspectos que envolvem o manejo dos pacientes e dos ambientes de trabalho, pois este texto não esgota o assunto.

Os artigos científicos menos recentes (anos 1980 e 90) foram citados porque se tornaram relevantes ao responderem às questões polêmicas: os mecanismos externos ao organismo (carga biomecânica) agem provocando inflamação e degeneração; que indivíduos são atingidos enquanto os colegas trabalhando em postos semelhantes nunca apresentaram as queixas, que as mulheres representam o maior contingente de doentes.
 

Objetivos

O objetivo orientador deste Guia é oferecer ao leitor instruções para se conduzir diante dos casos de LER. Adicionalmente, objetiva-se indicar o acervo sobre o tema, a fim de permitir aprofundamento do estudo. O Guia aborda os principais eixos de intervenção ao nível das instituições envolvidas e orienta os passos para se conduzir em investigações dos ambientes de trabalho.

Estratégia
A abordagem adotada não se prende às definições legais. O presente Guia permite ao profissional de saúde se orientar na abordagem dos casos e buscar a literatura atualizada no assunto.

As instruções e orientações servem a duas finalidades: 1 - delinear a conduta frente ao paciente ou grupo ocupacional específico; 2 - alimentar o sistema de informações que, futuramente, fornecerá os elementos para as ações da vigilância em nível primário (busca de casos).

São apresentadas as etapas para as intervenções sobre os agravos, os riscos e os seus determinantes. Sob esse prisma, estruturaram-se ações para abordar os trabalhadores já atingidos e, especialmente, ações para identificar os riscos.

Adota-se o modelo da Vigilância à Saúde entendida como a informação para a ação. Nesse modelo, a atuação do sistema de saúde estabelece-se em três níveis: micro – do indivíduo –; meso – do grupo a que ele pertence – ; e macro – aquele relativo ao sistema socioambiental em que o grupo está inserido.

Na parte 3, é desenvolvida uma proposição de ação intersetorial articulada em torno dos níveis apresentados.


Considerando-se a existência de um contexto macroeconômico determinando a LER, a qual ultrapassa o poder de intervenção do setor saúde, as ações intersetoriais sobre a organização do trabalho, o processo e os postos de trabalho podem contribuir para a redução e para o controle dos casos.

Abordam-se níveis progressivos de intervenção que permitem situar os diferentes atores que mobilizam instrumentos e métodos específicos. Em cada nível, as soluções de melhoria do trabalho são pesquisadas. O recurso ao nível seguinte acontece quando, apesar das melhorias promovidas pelas recomendações em um nível anterior, a situação permanece inaceitável. Passar para os níveis seguintes vai depender da complexidade das situações.

Para quem?

Para o profissional de saúde que lida com as queixas dos usuários e para aqueles que avaliam o ambiente de trabalho onde se suspeita da presença dos riscos para a saúde musculoesquelética.

Estrutura

Na Parte 1 explicam-se os mecanismos de ação dos fatores de risco organizacionais e dos fatores de risco materiais, os quais geram, respectivamente, as demandas psicossociais e as demandas físicas que explicam o surgimento dos sintomas de LER.
Aproveitando-se da experiência do Ambulatório de Doenças Profissionais da UFMG, na Parte 2, o Guia apresenta os passos da conduta diante de um caso. O profissional pode se beneficiar das orientações para a primeira consulta e para realizar o exame físico, ambos cruciais para o encaminhamento do paciente aos outros níveis de complexidade da atenção.

Nos anos 1980, demandas dos trabalhadores, seus sindicatos e organizações, somaram-se aos desafios postos pelas instituições do trabalho, da previdência e da saúde, estimulando a elaboração da Rotina de atendimento de trabalhadores com suspeita ou confirmação de Lesões por Esforços Repetitivos (pag. 103-120 do Manual de Rotinas.Ambulatório de Doenças Profissionais organizado por Ada Ávila Assunção, em 1992).

Nos anos 1990, a inte-ração dos profissionais do ADP com a reumatologia, ortopedia, neurologia e especialistas da clínica de dor do Hospital das Clínicas da UFMG permitiu avanços na abordagem dos casos.

As características da enfermidade são expostas, para, em seguida, guiar o profissional do SUS na exploração dos sintomas, com ênfase no estudo da dor. Discute-se o peso dos fatores individuais e das atividades extraprofissionais na determinação da enfermidade, e, ainda, são apresentados os elementos para esclarecer a natureza do fenômeno musculoesquelético associado ao trabalho. Ademais, são fornecidas explicações sumárias sobre os exames complementares (imagens e exames laboratoriais), as quais servirão de apoio para a conduta clínica.

Na Parte 3, em um esforço de síntese são apresentadas as afecções clássicas dos tecidos moles por região anatômica (punhos e mãos, cotovelos e ombros). Os principais sintomas esperados e os mecanismos fisiopatológicos subjacentes são explicados.

Busca-se apoiar o profissional para compreender as queixaspor meio das evidência epidemiológicas, as quais trouxeram, nos anos 1990, importantes aclarações sobre a relação saúde musculoesquelética e trabalho.

Na Parte 4, aproveitando-se da experiência do Laboratório de Ergonomia da UFMG, discutem-se os principais desafios para a intervenção e os modelos de prevenção vigentes. Uma sinopse de estudos de casos é apresentada e articulada às diretrizes internacionais que foram pactuadas em torno dos consensos obtidos em estudos aprofundados. Ao final, no Anexo 1 apresentam-se os exames laboratoriais e seus significados para a conduta clínica.

O Anexo 2 diz respeito às fichas específicas que focalizam quatro dimensões da exposição: Posto de trabalho sentado; Transporte manual de cargas; Repetitividade; e Posto de trabalho em pé, as quais fornecem elementos básicos para as avaliações das situações de trabalho.

Claro, o Guia não esgota o assunto. Esperamos, contudo, fornecer ao leitor o panorama dos problemas frequentes enfrentados pelos profissionais de saúde diante dos traba-lhadores com queixas musculoesqueléticas e as saídas propostas pelos pesquisadores e instituições especializadas em saúde do trabalhador. Agradecemos à Profa. Andréa Maria Silveira pelo estímulo à elaboração do Guia.

Clique nos links abaixo para acessar o Guia:

Parte 1

Parte 2


Parte 3



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