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  Notícias da Saúde
Hepatice C: vírus grave que age silenciosamente


Edvaldo Olinto dos Santos tem 62 anos e está aposentado por invalidez. Há oito anos foi inscrito na lista de transplantes. Silenciosamente, o vírus causador da hepatite C agrediu seu fígado de forma tão violenta e durante tanto tempo que o ex-motorista de ônibus desenvolveu uma cirrose.

Mas como tantos outros brasileiros, esse paraibano que estudou até a 4ª série do ensino fundamental não conhece bem o problema que tem e sequer sabe quais são as formas de transmissão da hepatite C, a principal causa de transplantes de fígado no mundo.

Quando perguntados se conheciam a doença, mesmo que só de ouvir falar, 70% dos 1.137 entrevistados pelo Datafolha em junho deste ano disseram que sim.

Mas 31% não sabiam quais as formas de contágio, os sintomas, as possíveis complicações que poderiam surgir no fígado ou qualquer consequência desse que é considerado um grave problema de saúde pública. Entre os anos de 1999 e 2010, 69.952 casos da doença foram diagnosticados no país.

Mas médicos e pesquisadores acreditam que haja uma quantidade muito grande de pessoas infectadas que sequer sabem da sua condição. A maioria descobre quando a doença já é crônica. Foi o que ocorreu com 98,3% daqueles que descobriram ter sido infectados pelo vírus da hepatite C na última década.

O problema disso tudo é que, por quase não apresentar sintomas, a pessoa corre o risco de só descobrir a infecção quando já desenvolveu um câncer hepático ou uma cirrose, como ocorreu com Edvaldo Olinto dos Santos. As complicações causadas pelo vírus da hepatite C levaram 14.873 pessoas à morte, entre os anos 2000 e 2010, no Brasil.

A maioria, no Sudeste e no Sul do país. Em Pernambuco, 502 pessoas morreram no mesmo período, segundo o Ministério da Saúde.

Em ordem de ocorrência, as principais causas de infecção pelo vírus da hepatite C são compartilhamento de materiais utilizados no consumo de drogas, transfusão de sangue antes de 1993, via sexual, transmissão vertical (de mãe para bebê), acidente de trabalho e hemodiálise. Os dados são do boletim epidemiológico das hepatites virais, publicado pelo Ministério da Saúde.

Nem disso Edvaldo Olinto sabia. Quando perguntado pela reportagem como havia contraído o vírus, o aposentado respondeu: "Quando eu era motorista, eu comia de tudo. Comia comida gordurosa, tomava uma lapadinha (aguardente) e também tomei muito banho de rio quando era criança". Nada do que ele falou tem qualquer relação com as formas de transmissão da doença. O vírus da hepatite C está presente no sangue.

"Vemos muita gente infectada nas décadas de 1970, 1980 descobrindo agora, já com cirrose ou câncer, quadros que podem levar entre 20 e 40 anos para se desenvolver. Durante anos e anos, o fígado vai sendo agredido e formando uma fibrose, que não é detectada em um ultrassom comum ou em um exame de sangue.

Quando sabe-se que o paciente tem hepatite C, é feita uma biópsia de fígado, quando é retirado um pedaço do órgão para análise", explicou o hepatologista Tibério Medeiros, que atua no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, um dos centros de referência em Pernambuco para diagnóstico, tratamento da infecção por hepatite C e, nos casos mais graves, realização de transplantes.

Saiba mais Hepatites

As hepatites virais mais comuns no Brasil são as causadas pelos vírus A, B e C. O vírus E é mais comum na África e na Ásia. Também existe o vírus D

A evolução das hepatites depende do tipo de vírus. Os vírus A e E não se transformam em doenças crônicas. Os vírus B, C e D podem evoluir para infecções crônicas. O B e o C podem provocar o surgimento de cirroses e até de câncer

O diagnóstico das hepatites B, C e D é feito por meio de exames sanguíneos específicos Hepatite C

Doença causada pelo vírus C (VHC)

Principais causas de transmissão

Transfusão de sangue antes de 1993

Compartilhamento de seringas, agulhas, cachimbos e outros materiais usados no consumo de drogas

Materiais de higiene pessoal, como lâminas de barbear, escovas de dentes, alicates de unha e outrros objetos que cortam e furam

Materiais usados em tatuagens e colocação de piercings

Durante a gestação, da mãe infectada para o bebê

Sexo sem camisinha com uma pessoa infectada (forma mais rara de infecção)

Informações:

Disque Saúde (0800 61 1997) www.aids.gov.br www.sbhepatologia.org.br

Fontes: Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Hepatologia

Fonte: site.portalcofen.gov.br



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